Do lixo ao luxo: A estratégia genial da RedBull!
Conteúdo foi tema desta semana nas redes da Lógus!
Do lixo ao luxo: A estratégia genial da RedBull!
Conteúdo foi tema desta semana nas redes da Lógus!
Por Maria Luíza — Rio Grande do Norte
18/09/2025 • 19:16 minutos
RedBull esteve no foco desta semana na Lógus — Reprodução: Instagram ( @logusrn )
O conteúdo de hoje quinta-feira (18) revela uma estratégia que a empresa RedBull fez durante o início de sua carreira de energéticos, descubra como ela virou a maior empresa de energéticos do mundo.
Você já parou para pensar como uma marca praticamente desconhecida pode, do dia para a noite, se tornar o assunto do momento entre jovens, frequentadores de festas, estudantes e atletas?
Antes de se tornar uma gigante global com presença em mais de 170 países, patrocínios milionários e eventos próprios como o Red Bull Air Race, a Red Bull era apenas uma bebida energética esquisita, em uma lata fina, que ninguém conhecia.
Só que ela tinha algo a mais: uma estratégia de marketing que desafiava tudo o que era feito na época e talvez ainda desafie até hoje. Entre suas ações mais icônicas e geniais, está a famigerada tática das “latinhas no lixo”. Sim, isso mesmo. Não era campanha na TV, nem outdoors gigantes. Era lixo, latas jogadas de propósito e esse foi o tema desta semana na Lógus, porque entender essa história pode mudar completamente a forma como você enxerga o poder do marketing de percepção.
— Reprodução: Instagram / lógus ( @logusrn )
Lá no final dos anos 1980 e começo dos anos 1990, a Red Bull era uma startup austríaca com um produto bem diferente do que o mercado ocidental estava acostumado: uma bebida energética de gosto marcante, embalagem minimalista e foco total em performance e agitação.
Mas havia um desafio: como fazer as pessoas se interessarem por algo que elas nunca ouviram falar, que tinha gosto estranho e ainda por cima era mais caro que os refrigerantes comuns? Foi aí que surgiu uma ideia simples, ousada e na época, quase absurda: fazer parecer que todo mundo já estava consumindo Red Bull mesmo que ninguém estivesse.
— Reprodução: Instagram / lógus ( @logusrn )
A estratégia era engenhosa: promotores da marca eram enviados para eventos, universidades, bares, festas e academias com uma missão nada convencional. Em vez de distribuir o produto ou fazer degustações, eles faziam o seguinte:
• Bebiam (ou esvaziavam) latas de Red Bull
• Jogavam essas latinhas em lixeiras bem visíveis
• Repetiam isso em vários pontos estratégicos da cidade
A intenção era bem clara: gerar uma impressão coletiva de que Red Bull estava em todo lugar. E quando você começa a ver uma mesma embalagem repetidamente mesmo no lixo, seu cérebro acende um alerta: “Todo mundo está tomando isso. O que será?”. Essa curiosidade plantada na cabeça das pessoas era mais poderosa do que qualquer anúncio. Ela criava a sensação de movimento, de tendência, de que algo novo estava acontecendo e que você estava ficando para trás.
Reprodução: Instagram / Lógus ( @logusrn )
Além das lixeiras, as latas da Red Bull começaram a aparecer em mesas de bar, balcões de balada, vestiários de atletas, mochilas em universidades. Sempre ali, discretamente posicionadas, como se pertencessem a pessoas com uma vida interessante, acelerada, intensa. Essa estratégia sutil, quase invisível, construiu um valor simbólico: quem tomava Red Bull fazia parte de um grupo exclusivo. Não era só uma bebida energética era um sinal de atitude, de ousadia, de “estar no jogo”.
Mesmo num mundo repleto de ads, algoritmos e automações, a essência do marketing continua a mesma: percepção vale tanto quanto — ou até mais do que presença. Aqui vão alguns aprendizados que ainda fazem sentido hoje:
• Construa percepção antes de tentar vender: As pessoas compram o que já acreditam ser relevante.
• Use a curiosidade como aliada: Nem tudo precisa ser explicado. Deixe espaço para o público se perguntar e se envolver.
• Marque presença onde o seu público circula: Mesmo que de forma indireta, hoje, isso pode ser um conteúdo, um comentário, uma parceria ou até mesmo um produto “esquecido” com intenção.
• Seja sutil, mas constante: As grandes marcas não convencem gritando. Elas convencem aparecendo sempre, nos lugares certos.
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